Primeira tentativa de introdução explicativa, ou: ok, é melhor deixar pra amanhã.

A Alforjaria existe desde 2010. É uma empresa pequena de processos artesanais, fazemos acessórios para bicicletas. Tudo aqui é feito um a um. Tá, mentira. Em geral fazemos de cinco em cinco, de dez em dez, por que fazer tudo um a um é só pra gente muito rica que não tem mais nada pra fazer da vida, sem falar que os alforjes custariam uma pequena fortuna e o nosso objetivo primeiro é mudar o mundo, não fazer meia dúzia de coisas muito caras e enriquecer rapidamente aproveitando o boom da bicicleta e partir pra outro negócio depois que a gente cansar dessa história de fazer alforjes.

Alforje, que raio é isso?

Um alforje é um tipo de bolsa para cavalos. Comumente encontrado em selarias nos rincões do Brasil, é uma bolsa dupla, fica apoiada no lombo do animal, uma bolsa pra cada lado. Lampião usava alforjes. Avohai usava alforjes. Talvez Clint Eastwood tenha usado também em algum espaguete faroeste ao som de Ennio Morricone. Na falta de cavalos, éguas, jumentos e afins, e graças também ao advento do asfalto, nós, que vamos de bicicleta mas que não somos procurados pela polícia, caçadores ou personagens de filme de velho oeste, usamos alforjes também. Ok, ok, tudo bem um foragido da polícia usar bicicleta. Afinal, bicicleta não define caráter. Pensando bem, com essa polícia que se vê por aí, fugir da polícia é quase necessário. Ah, não, que futuro tenho eu como comerciante, levantando questões assim? Voltemos aos alforjes.

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