Sobre as alforjaristas

Tá pra sair um site novo, lindo, incrível, que junta tudo num lugar só, com loja, blog, etc, e por isso o blog aqui tá meio abandonado e meio. Mas sim, temos loja, quem diria! Sim, temos alforjes prontos, temos uma parede cheia de alforjes!

Mas hoje eu fiquei com vontade de contar a história de como conheci as pessoas que trabalham comigo, porque eu acho que é uma história muito legal. Estamos em três: Maria Lúcia, Ivone e eu, Priscila. Há dois anos, conheci a Maria Lúcia em uma festa na casa de uma amiga. Ela já sabia quem eu era, o que eu fazia. Sua sobrinha, minha amiga já tinha passado toda a ficha. Maria estava encantada com o meu trabalho e me disse assim: um dia, eu vou criar coragem pra pedir demissão do meu trabalho e vou trabalhar com vc! Eu fiquei feliz, agradeci o entusiasmo, mas achei que não passava disso, um entusiasmo passageiro. Montei a loja, chamei um amigo para me ajudar, mas ele não sabia costurar. Um belo dia estou sentada costurando e a Malu aparece de surpresa: Priscila, pedi demissão e vim trabalhar com vc! E isso mais de dois anos depois dessa conversa. E como trabalha, essa mulher! Agora eu é que sou fã. Cela não tem tempo ruim, topa qualquer parada, tem uma experiência de trabalho sensacional – e de vida também. Adoro trabalhar com ela. Nossa relação é exatamente a relação que eu sonhava em ter com as pessoas no trabalho: uma relação de parceria. Ter a Malu aqui comigo é uma benção, uma intervenção divina, uma sorte lascada.  Tudo isso vale também para a Ivone. Outra super costureira caprichosa, esmerada, perfeccionista, exigente, ah, elas são tudo o que eu precisava aqui comigo. Alforjaristas de mão cheia. Conheci a Ivone quando fui fazer um curso de bolsas no Senai. Pensando em chamar alguém para me ajudar na oficina, eu reparava em tudo que meus colegas faziam. Se deixavam a mesa de trabalho arrumada, se jogavam lixo no chão, se eram organizados. Prestava atenção se faziam perguntas perspicazes para o professor, se aprendiam rápido, se tinham vontade de aprender. A Ivone sempre chegava na sala cantando. Perguntava tudo, queira saber tudo, super ativa, ligeira. Pronto, era ela. Chamei pra vir trabalhar comigo, mas do Ipiranga pro Jaguaré, duas filhas, não tinha jeito. No fim, abandonei o curso já no finzinho, e não peguei telefone nem e-mail de ninguém. Vivia pensando na Ivone, tomara que algum dia a gente se encontre de novo. Até que a Malu, por indicação minha, foi fazer um outro curso de bolsas no Senai. Conversando com uma das alunas, contou que estava trabalhando numa loja de acessórios para bicicleta na Essa colega, ora vejam, era a Ivone, e lembrou de mim assim que ouviu a palavra bicicleta. Assim ela veio parar aqui. Essa é a Ivone, no dia em que fechou sua primeira roll. Tenho o maior prazer em tê-las como colegas de trabalho.

2013-07-30 17.25.05

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sobre a loja

tinha um armarinho lá na minha cidade, um armarinho minúsculo, entulhado de coisas até o teto, tudo sujo, empoeirado, e mágico, absolutamente mágico. cada caixa velha e suja escondia preciosidades de linhas e botões de cores vivas, num contraste com a embalagem. tudo era surpresa: era preciso abrir cinco, seis caixas até descobrir onde estava o que se queria. até o nome do dono do armarinho era um pouco mágico pra mim, criança: helvídio. nome de bruxo, de mago, de feiticeiro, nome de tudo, menos de comerciante. depois que o helvídio morreu, a família vendeu o armarinho. mudaram a loja pra um lugar maior. agora tudo é novo, branco, prático, higiênico, tudo asceticamente ordenado. ordenadamente sem graça. acabou a magia, acabou a graça, acabou o velhinho muito velhinho dizendo entra, bem. vem procurar aqui o que vc quer. acabou a menina curiosa de olhar guloso passando contente pro outro lado do balcão. agora é minha vez de de abrir as portas de ferro e dizer: entra. vem aqui ver se eu tenho o que vc quer. agora a bruxa, maga, feiticeira sou eu. e desse lugar branco e organizado eu vou fazer uma deliciosa oficina cheia de surpresas. podem esperar.

 

 

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sobre alforjes e poemas

quando eu falei que na loja daríamos desconto para quem trouxesse um poema, eu imaginei duas situações:
– ninguém vai me trazer poema coisa nenhuma;
– alguém talvez traga um fernando pessoa impresso, daqueles copiado e colado. e tudo bem.
mas antes mesmo que loja abrisse as portas, ora veja: me chega um poema todo feito sob medida pra alforjaria.

me emocionei. segue o primeiro poema que a alforjaria ganhou:

“Confesso:
Não sabia o que era alforjaria.
A Priscila me explicou,
Mal sabia o quanto me inspiraria.
____<>____
Quero um, quero dois, quero mais
Que um mundo melhor
Onde rodar os meus pedais.
____<>____
Vou assistir o pôr-do-sol,
sentar no chão,
enrolar meus cabelos caracol.
____<>____
Quero a coragem do Lampião
E uma bolsa com embornais
Vou sempre dizer não
Pros que se querem desiguais”.
____<>____

posso ser metida? os meus clientes são os mais legais.

me permitem uma rima? eu quero é mais.

e esse negocinho aqui: ___<>___ é pra separar as estrofes,  porque o worpress tá mandando tudo junto. e se tem estrofes, eu quero que vcs também possam vê-las como tais.

 

Alforjaria vai ter loja

E não é que 3 anos depois, a Alforjaria finalmente abre as portas ao grande público? E vai ser logo uma porta de aço, dessas de enrolar, de comércio mesmo. Pois sim, a Alforjaria vai ter loja. Às quintas, teremos café e bolo. Quem me levar um poema, ganha desconto. Vai ser loja e oficina: nos fundo, as máquinas, as prateleiras de tecido, as mesas de corte. Na frente,uma parede cheia de alforjes!  É pequenininha, a loja. Mas e daí?! Se cabe o que um dia já foi só sonho, é do tamanho certo.  Espero vcs lá. Inácio Pereira da Rocha, 366. Em breve. Bem breve.

 

Alforjaria no Las Magrelas

Te falei do Las Magrelas? Não?!

Falo agora: Las magrelas é um bar-bicicletaria que vai abrir as portas agora, dia 16. Vai ser loja, vai ser bar, vai ser oficina, e adivinha? Nossos alforjes estarão à venda no Las Magrelas! Pra comemorar a inauguração desse espaço incrível na cidade e a nova parceria que surge, estaremos lá do meio dia às dez, com muitos alforjes lindos e coloridos! Aceitamos cartões, mas rola um descontinho bom no cash, vale dizer. Espero vocês!

 

 

Alforjaria no Las Magrelas

Te falei do piquenique?

Não?? Foi adiado! É! Porque a grama tava molhada demais, fez frio, garoou, foi um horror! Então resolvemos adiar. Vai ser amanhã! É! A partir das dez, no canteiro central da avenida do parque Villa Lobos, entre as ciclofaixas! Vem! Traga sua toalha, comida e bebida sempre combina com piquenique, tô te esperando! Mas ó, evita trazer coisas de plásticos, pra gente não produzir muito lixo, ok? Até amanhã! Beijos!

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